Entra ano, sai ano, é sempre a mesma coisa, é praticamente uma
obrigação de Hollywood colocar nos cinemas aquele filme de catástrofe sem
sentido e que todo mundo sabe que o personagem principal vai sobreviver no
final dele, ou que o mundo ainda vai continuar existindo mesmo parecendo que
não tem chance alguma de continuar, se olharmos para trás, vamos perceber que
até o primeiro Independence Day (I.D.) esse gênero de filme não existia.
Mas parece que depois do primeiro I.D. isso virou uma obrigação
para os estúdios produtoras de filmes, esse ano não seria diferente, temos o
retorno do pai dos filmes de catástrofe, com Independence Day: O Ressurgimento
pelas mãos do mesmo diretor do primeiro filme, o alemão Roland Emmerich e com
grande parte do elenco original.
Entra ai e confira o que achei do filme.
O primeiro Independence Day foi um marco no cinema mundial, pois
com ele nasceu o estilo de filmes catástrofe, não que não existissem filmes que
mostrassem o mundo sendo destruído, até existiam, mas normalmente eram filmes
que já mostravam o mundo destruído ou caminhando para a destruição, poucos
mostravam mesmo a destruição, então com o I.D. vimos como a invasão alienígena começou
e toda a destruição que ela causou, vimos monumentos, cidades, nações sendo
destruídos pelos terríveis invasores.
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| Velha e Nova geração. |
Acho que não conheço uma pessoa que não tenha assistido pelo menos
uma vez esse filme na Sessão da Tarde e não tenha se divertido, bom, pelo menos
na época que passavam esse tipo de filme no meio da tarde, hoje em dia é coisa
rara, é “violento demais” para as crianças assistirem, pode traumatiza-las.
Aff. Lembro de ter assistido esse filme no cinema com meu avô materno, eu tinha
10 anos na época, mas não lembro fiquei traumatizado de ver um alienígena destruindo
o mundo, muito pelo contrário, achei aquilo legal demais, vi coisas que davam para
serem descritas apenas com uma “massa veih” para os meus amigos.
Em resumo bem porco, hoje eu vejo esses filmes de catástrofes são apenas
com um punhado de cenas “massa veih”, que por mais que de merda durante o
filme, que monumentos históricos, cidades, países sejam destruídos, que o mundo
vire do avesso, eu sei que no final do filme o/a protagonista irá sair vivo da
história e mundo vai seguir daí em diante, uns fazem bons filmes, outros nem
tanto, mas não é um estilo de filme que vai te passar uma bela mensagem, ou uma
mensagem de qualquer tipo, pode até ter uma mensagem, mas é coisa rara, acho
que só quem fica procurando em filmes uma mensagem, um fundo filosófico, uma
lição para a vida por trás da história que não goste do estilo.
Enfim, vamos ao filme, Independence Day: O Ressurgimento começa
apresentando o mundo 20 anos após a primeira invasão alienígena, mostra que por
causa da invasão o mundo se manteve unido e nunca na história da humanidade foi
registrado tamanha tranquilidade, conflitos ainda existem, mas nada como via-se
antigamente, a ciência também evoluiu muito, já que a tecnologia humana e alienígena
agora foram fundidas e tudo que foi destruído, foi reconstruído e da melhor
forma possível, em resumo, o mundo e a humanidade nunca esteve tão bem. Só que
exatamente na data de comemoração da vitória humana, uma nova nave alienígena
surge, mas não é nada parecida com a anterior, nem mesmo do mesmo tamanho, é algo
muito maior e mais ameaçador, colocando em xeque mais uma vez a continuidade da
existência da raça humana.
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| A nova Nave Mãe, 1/4 do tamanho da Terra. \o/ |
Se no primeiro filme a nave mãe tinha ¼ do tamanho da Lua e as
naves menores eram do tamanho de metrópoles e já impressionavam bastante,
imagine uma nave com ¼ do tamanho da Terra, acho que isso é bem mais
impressionante né? Basicamente o filme é uma versão maior e mais devastadora do
primeiro filme e que coisa linda e legal de ver, I.D.: O Ressurgimento nada
mais é que melhor filme “massa veih” do ano (até o momento pelo menos. rsrsrs),
cara, não tem nada novidade, a história é aquela batida de vamos destruir tudo
e mais um pouco no começo, para depois o dia ser salvo pelos heróis, a
diferença é que dessa vez não se tem o carisma de um ator como Will Smith e os
demais atores do primeiro filme que voltaram para este, também não possuem o mesmo
carisma de 20 anos atrás, mas quem se importa? Não fui lá para assistir um
cabeça e que mostre o talento artístico dos atores, eu fui lá para ver o mundo
sendo partido quase que em dois, alienígenas estranhos atacando pessoas, uma puta
nave gigante e coisas explodindo.
Então se esse é o objetivo principal do filme, ele cumpre
perfeitamente o seu objetivo, é um filme divertido, sem frescuras, sem
enrolação, as coisas vão acontecendo simplesmente porque precisam acontecer e
como deveriam acontecer, tudo obedece uma ordem natural e flui tranquilamente,
não vi nada que tenha acontecido sem motivo ou forçadamente, tipo aparece do
nada uma solução mágica e fim de papo, as cenas de ação são muito bem feitas, a
computação gráfica é excelente, acho que só teve uma ou duas cenas que o CG me incomodou,
o que importa é que não vi a hora passar, mesmo o filme com 2 horas de duração,
assistiria ele novamente tranquilamente e sem reclamar. Agora é esperar que tenha um terceiro filme, afinal, foi dado a deixa para um terceiro filme, e olha, tem potencial para ser muito mais surtado e divertido. rsrsrs
Se você ainda não foi assistir, vá logo, pois o filme é divertido
demais, com certeza irei adicionar ele a minha lista de filmes “massa veih” que
irei assistir sempre que puder.
Nota para Independence Day: O Ressurgimento: 4,25 de 5,00.



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